A autoridade

A baderna na 51 depois do meu pequeno espetáculo continuou. Acabei chamando a Maria, que chamou a Anabel, que chamou a Margareth.*
Resultado 1: segundo sermão consecutivo na 51 – o primeiro foi resultante das minhas lágrimas descontroladas, das quais não me orgulho nem um pouco -, sermão que durou a aula inteirinha.
Resultado 2: segunda aula perdida. Atraso total da matéria. Parece que nunca mais vou chegar nos órgãos reprodutivos das plantas.

Isso que a Anabel, depois que a Margareth saiu, prometeu voltar na aula seguinte.

E o fez. Voltou e ficou ali, de marechal, enquanto eu dava aula.
A diferença foi tangível. A turma ficou comportadinha, fez tudo o que eu disse para fazer sem reclamações nem protestos.
Não me incomodei tanto – após levar uns dez minutos para me acostumar – com a presença da Anabel, já que gosto dela, e contribuiu para a aula avançar consideravelmente.

A questão é: como eu faço para conseguir o mesmo efeito???

*Nomes ficcionais para a senhora que cuida do xerox e das chaves, a supervisora pedagógica e a diretora.

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