Gosto de escrever. Independe o tipo da história. É claro que eu sinto que levo mais jeito escrevendo suspenses, com umas pinceladas de humor e romance, e também “mirabolações” fantasiosas. Meu sonho escrevinhador é um dia conseguir escrever uma comédia romântica que não pareça estúpida – como todas as minhas tentativas nesta área. Sabe como é: um texto que se desenrola inteiro em cima de uma garota e um rapaz que se conhecem, se gostam e se desentendem, como qualquer outro casal, só que com grandes tiradas humorísticas e/ou filosóficas.
Como eu disse, eu gostaria de escrever algo assim, mas até agora… nada. Por isso que volta e meia recaio no terreno conhecido: mistério e aventura. E mesmo eles não me fazem virar uma Nora Roberts da vida, que desova um a dois livros por ano, porque estou sempre ajustando aqui, tirando d’acolá, repondo ali.
O trabalho do escritor, pelo menos o meu, é assim mesmo: a gente tem uma ideia, começa a escrever, e logo depois qualquer coisa muda, por vezes o próprio rumo da história sofre uma guinada de 360°, e tudo – ou quase – tem que ser reescrito ou reformulado.Talvez seja por isso que meu trabalho demora.
Gostar de escrever, gostamos , mas colocar as palavras certas nos lugares certos é que é um divino quebra-cabeças e a história não encaixa e se perde, muitas vezes porque o cachorro latiu e perdestes a concentração e aí, até tudo se engrenar de novo, demora.
Adoro tuas escrevinhações!
A propósito, também adorei teu escrito. Quero outros. Quando terás um blog?
Ai, realmente! Nada mais frustrante do que ver a ideia correndo pelo caminho e tu lá atrás, vendo ela fugir, porque alguém te segurou pelo braço.