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	<title>Escrivaninha</title>
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		<title>Último acorde do violino solitário</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Aug 2010 21:32:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leitura Expressa]]></category>

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		<description><![CDATA[nada sei sobre a vidinha do
pernilongo que mato indiferente
na parede.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>nada sei sobre a vidinha do<br />
pernilongo que mato indiferente<br />
na parede.<br />
mas desconfio que era a única<br />
que ele tinha.</p>
<p><strong>Caindo na real</strong>, 1984</p>
]]></content:encoded>
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		<title>No Caminho, com Maiakóvski</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 20:33:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leitura Expressa]]></category>

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		<description><![CDATA[Na primeira noite eles se aproximam
roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na primeira noite eles se aproximam<br />
roubam uma flor<br />
do nosso jardim.<br />
E não dizemos nada.<br />
Na segunda noite, já não se escondem:<br />
pisam as flores,<br />
matam nosso cão,<br />
e não dizemos nada.<br />
Até que um dia<br />
o mais frágil deles<br />
entra sozinho em nossa casa,<br />
rouba-nos a luz, e,<br />
conhecendo o nosso medo<br />
arranca-nos a voz da garganta.<br />
E já não dizemos nada. </p>
<p><em>Trecho do poema publicado no livro &#8216;Os Cem Melhores Poetas Brasileiros do Século&#8217;, organizado por José Nêumanne Pinto, pag. 218.</em></p>
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		<title>Tecendo a manhã</title>
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		<pubDate>Wed, 04 Aug 2010 01:15:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leitura Expressa]]></category>

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		<description><![CDATA[Um galo sozinho não tece uma manhã:
ele precisará sempre de outros galos.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um galo sozinho não tece uma manhã:<br />
ele precisará sempre de outros galos.<br />
De um que apanhe esse grito que ele<br />
e o lance a outro; de um outro galo<br />
que apanhe o grito que um galo antes<br />
e o lance a outro; e de outros galos<br />
que com muitos outros galos se cruzem<br />
os fios de sol de seus gritos de galo,<br />
para que a manhã, desde uma teia tênue,<br />
se vá tecendo, entre todos os galos.<br />
2.<br />
E se encorpando em tela, entre todos,<br />
se erguendo tenda, onde entrem todos,<br />
se entretendendo para todos, no toldo<br />
(a manhã) que plana livre de armação.<br />
A manhã, toldo de um tecido tão aéreo<br />
que, tecido, se eleva por si: luz balão.</p>
<p><strong><em>A educação pela pedra</em> </strong>(1966)</p>
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		<title>Os poemas</title>
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		<pubDate>Tue, 03 Aug 2010 21:49:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Leitura Expressa]]></category>

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		<description><![CDATA[Os poemas são pássaros que chegam
não se sabe de onde e pousam
no livro que lês.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os poemas são pássaros que chegam<br />
não se sabe de onde e pousam<br />
no livro que lês.<br />
Quando fechas o livro, eles alçam voo<br />
como de um alçapão.<br />
Eles não têm pouso<br />
nem porto<br />
alimentam-se um instante em cada par de mãos<br />
e partem.<br />
E olhas, então, essas tuas mãos vazias,<br />
no maravilhoso espanto de saberes<br />
que o alimento deles já estava em ti…</p>
<p><em><strong>Esconderijos do tempo</strong></em> (1980)</p>
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		<title>Receita Caseira contra a Dengue</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 21:35:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campanhas]]></category>

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		<description><![CDATA[Não custa divulgar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>1/2 litro de álcool<br />
1 pacote de cravo da Índia (10 gr)<br />
1 vidro de óleo de nenê (100ml)</p>
<p>Deixe o cravo curtindo no álcool uns 4 dias agitando, cedo e de tarde;<br />
Depois coloque o óleo corporal (pode ser de amêndoas, camomila,  erva-doce, aloe vera).<br />
Passe só uma gota no braço e pernas e o mosquito foge do cômodo. O cravo espanta formigas da cozinha e dos eletrônicos, espanta as pulgas dos animais.<br />
O repelente evita que o mosquito sugue o sangue, assim, ele não consegue maturar os ovos e atrapalha a postura, vai diminuindo a proliferação. A comunidade toda tem de usar, como num mutirão. Não forneça sangue para o <em>Aedes aegypti</em>!</p>
<p>Ioshiko Nobukuni<br />
nobukunister@gmail.com</p>
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		<title>Filme de terror interativo</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Jul 2010 14:33:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vídeos]]></category>

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		<description><![CDATA[O filme começa, e a atriz, em maus lençóis, começa a pedir ajuda para o público, ligando para seus telefones. ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A audiência entra no cinema deixando os números de seus telefones celulares. Ao contrário do que normalmente (e salutarmente) se exige nos cinemas, esses telefones devem permanecer ligados.<br />
O filme começa, e a atriz, em maus lençóis, começa a pedir ajuda para o público, ligando para seus telefones, que a auxilia no trajeto a ser percorrido, a fim de que ela se safe do doido vilão.<br />
É bem legal.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="480" height="385" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/qe9CiKnrS1w&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="480" height="385" src="http://www.youtube.com/v/qe9CiKnrS1w&amp;hl=pt_BR&amp;fs=1" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object></p>
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		<title>Saldo da Copa</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Jul 2010 19:19:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Correio]]></category>

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		<description><![CDATA[Outra ótima do J.P. Veiga]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outra ótima do J.P. Veiga:</p>
<p>1 Dunga<br />
11 Sonecas<br />
190 milhões de Zangados</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre Autores &amp; Escolas</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jun 2010 14:15:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Bastidores Literários]]></category>

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		<description><![CDATA[A grande verdade é que nós, autores, não somos considerados como profissionais.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As palavras não são minhas.</p>
<blockquote><p>Amigos, esse negócio de ida a escolas é mesmo complicado&#8230; E a grande verdade é que nós, autores, não somos considerados como profissionais. <strong>Existe alguém que vá a um dentista, fique lá sendo atendido durante uma hora  e saia sem pagar?</strong> E mesmo que fique muito menos tempo, a hora do profissional é paga do mesmo jeito. Bom, há uns bons anos eu &#8220;acordei&#8221; para essa realidade, quando um colégio grande daqui de Belo Horizonte, que tem várias unidades espalhadas pela cidade, deixou de adotar um livro meu. Por que? Porque eles queriam que eu fizesse umas dez oficinas nessas unidades todas, sem me pagar um tostão por isso. <strong>Alegação? A grande venda que estava sendo feita compensaria tudo.</strong> E o fato é que a divulgadora da editora tinha oferecido o meu trabalho em troca da adoção! A partir daí, adotei a seguinte norma: se for só para bater um papo com as crianças, ainda que sejam várias turmas (e contanto que eu não tenha que passar o dia na escola), eu não cobro nada. Mas qualquer coisa além disso, que exija uma preparação minha e ocupe boa parte do meu tempo, tem que ser remunerada sim. A menos, é claro, que a escola faça uma compra tal que o meu percentual equivalha a essa remuneração. Afinal, o escritor escreve, o ilustrador ilustra &#8211; estas são as suas atividades primeiras. Dar oficinas, cantar, dançar, plantar bananeira para &#8220;complementar&#8221; a divulgação de seu trabalho já é outra história.<br />
Acho que devemos fincar pé mesmo ou nunca seremos devidamente valorizados.</p>
<p>Angela Leite de Souza<br />
http://www.caleidoscopio.art.br/angelaleite</p></blockquote>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Eu tenho o dom</title>
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		<pubDate>Fri, 18 Jun 2010 17:55:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Desastrosas]]></category>

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		<description><![CDATA[Ainda que deseje manter-me em pé a maior parte do tempo possível, as coisas vão teimosamente para o chão.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz um tempo que tenho grunhido sempre que preciso pegar alguma coisa do chão. A barriga com meu filho dentro tem se tornado um bocado pesada, e quando me agacho, mesmo que abra os joelhos como se fosse um sapo, a bolsa eleva-se o suficiente para pressionar o conteúdo do meu estômago pelo esôfago acima. É muito, muito, muito desagradável.</p>
<p>Contudo, ainda que deseje manter-me em pé a maior parte do tempo possível, as coisas seguem teimosamente para o chão. E lá vou eu, agachar-me e passar mal e grunhir, mais vezes do que o normal.</p>
<p>Quando essas coisas em queda não quebram, menos mal. Porém, por algum milagre mal-compreendido da ciência, objetos com alto potencial de esfacelamento criam vida quando os toco. Uma vida breve, pois desejosa de suicídio.</p>
<p>Estava eu secando e guardando a louça, quando o copo &#8211; a categoria sem dúvida mais revoltada &#8211; escalou meus dedos e saltou do dorso de minha mão como se esta fosse um trampolim. Antes que pudesse fazer algo para detê-lo, ele saltou em direção à morte.</p>
<p>Olhei para o lamentável conjunto de cacos espalhados pela cozinha e reclamei:<br />
- É o que digo. Quanto menos quero me abaixar, mais essas coisas acontecem.<br />
E fui buscar a vassoura.<br />
A voz de meu marido chegou do escritório:<br />
- O que você quebrou agora, liebchen?<br />
- Um copo. &#8211; resmunguei, de má vontade.<br />
- Que copo?<br />
Existem alguns cujo design os torna importantes. Eu os manuseio minimamente, e com o máximo de concentração.<br />
- Um simples. De extrato de tomate, creio.<br />
Pausa. Termino de varrer e vou buscar a pá.<br />
- Sabe o mais engraçado? &#8211; retoma meu marido &#8211; Eu nunca quebrei nada desde que nos mudamos. &#8211; e a grande conclusão &#8211; Você tem o dom, amorzinho.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O caso do estômago revirado</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Jun 2010 19:04:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luana</dc:creator>
				<category><![CDATA[Animalândia]]></category>

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		<description><![CDATA[Chinchin passa mal. E não foi a quiboa.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Faz três dias que não durmo uma noite inteira.</p>
<p>Motivo da primeira noite: Bernardão e seus socos provocando refluxo em mim.</p>
<p>Motivo das duas outras noites: Chinchin vomitando.</p>
<p>Não sabemos o que esse gato andou engolindo, mas certamente fez-lhe um mal danado. Tranquei-o dentro de casa, para não perdê-lo de vista, e gastei meus dias e noites livrando o chão de seus refugos estomacais, que evoluíram de um amarelo forte para um marrom fedorento.</p>
<p>Agora ele está no veterinário, abaixo de soro e vitaminas, com a carinha fofa mais acachapada do planeta. Contamos as horas para ir buscá-lo.</p>
]]></content:encoded>
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